Hernán Halak: arte e cultura na nova era de colaboração digital

Depois de anos como diretor de televisão, o argentino Hernan Halák optou por uma carreira empreendedora na produção de eventos, na qual tem usado as ferramentas de conectividade para integrar as culturas latino-americanas.

A criação artística pode acontecer sob quaisquer circunstâncias, mas a exibição das peças criadas não obedece ao mesmo raciocínio. Quer seja a música, a literatura, o cinema, o teatro ou qualquer outra manifestação, é preciso haver condições adequadas para fazer com que a arte chegue aos seus públicos. Porém, o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus inviabilizou a maior parte das pontes existentes entre os artistas e seus públicos. A solução para superar esse obstáculo tem sido encontrada, majoritariamente, nas ferramentas de colaboração.

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Hernán Halak

Hernán Halak é Argentino que vive no Brasil há 12 anos, Halak é fundador e CEO da Mundo Giras, uma agência de representação e booking que organiza shows e turnês de artistas latino-americanos de diversos estilos pelo mundo.

O trabalho do gestor cultural Hernán Halak é uma prova disso. Argentino que vive no Brasil há 12 anos, Halak é fundador e CEO da Mundo Giras, uma agência de representação e booking que organiza shows e turnês de artistas latino-americanos de diversos estilos pelo mundo, além de trabalhar com produção audiovisual associada à música.

Em parceria com a produtora brasileira Difusa Fronteira, a Mundo Giras é responsável pelo Festival Mucho!. As duas primeiras edições aconteceram de forma presencial em São Paulo, no Brasil, e esse teria sido o destino da terceira. Mas a covid-19 mudou os planos, e o evento precisou se reinventar

Em entrevista exclusiva ao blog da Orange Business Services, Hernán Halak falou sobre ampliar o uso das tecnologias de colaboração para realizar arte ao vivo, das diferenças entre esse tipo de transmissão em relação ao modelo televisivo consagrado e sobre sua paixão pela música da América Latina.

Integração continental via colaboração

“As ferramentas para show online já existiam antes da pandemia: elas simplesmente eram pouco trabalhadas. A necessidade fez as pessoas olharem para algo que já estava disponível, Mesmo assim, os desafios para realizar o festival Mucho! não foram pequenos.

A boa notícia é que esses esforços foram recompensados com resultados incríveis. Nunca tivemos tantos países participando do Mucho!, e talvez jamais os tivéssemos se a edição fosse física. Envolvemos Brasil, Cuba, México, Chile, Argentina, Bolívia e Paraguai. Mesmo sem pandemia, um encontro desse tipo só teria sido possível com conectividade e ferramentas de colaboração”.

Mundo tela

“Precisei aprender muito sobre a transmissão pelo digital, mesmo sendo um profissional com um longo histórico na TV. Eu entendo de captação de imagens, isso já era cômodo para mim e até fiz um pouco da direção das câmeras no festival. Mas a relação com o público pelo digital é totalmente diferente.

No formato televisivo, você tinha uma interação diferente com o público. Os resultados de audiência mais significativos só chegavam depois que o programa inteiro tinha ido ao ar. Isso permitia fazer apostas ao longo prazo e ajudava a amadurecer o produto.

No digital, você acompanha a demanda das pessoas de forma imediata. Mas é preciso lembrar que nem tudo precisa ser corrigido na hora - algumas questões sempre vão demandar uma reflexão mais profunda e podem levar mais tempo para serem atendidas”.

Acessibilidade e rentabilidade

“A pandemia deixou claro que, sem cultura, todo mundo ficaria maluco. E isso também abriu os olhos de muita gente para o tamanho da cadeia cultural, que envolve muito mais profissionais do que apenas os artistas. Ainda assim, acredito que colaboração e a transmissão por streaming não são algo que faz sentido exclusivamente nesse momento de pandemia. Provavelmente será um formato complementar ao que já existia antes, de turnês e eventos.

Há lugares que são de difícil acesso para profissionais latino-americanos, logisticamente falando. Tentar fazer uma turnê pela Ásia ou pela Austrália podia ser inviável, com o risco de todo o lucro ser consumido por tarifas aéreas. Hoje, já há produtores que estão negociando shows em streaming exclusivos para determinados mercados. E isso deve continuar mesmo depois que a pandemia acabar. Até porque quem trabalha nesse mercado precisa ter mais opções de renda.

Além disso, esse tipo de tecnologia deixa as oportunidades mais horizontais. Na mesma tela em que você vê o Paul McCartney, vê também o show da banda independente da Bolívia. Um show em um estádio já não era para todos, uma apresentação em um drive-in tende a ser muito onerosa. Mas com as ferramentas de colaboração a arte fica mais acessível”.

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